Este tópico ocorreu-me com uma daquelas conversas dos meus pais que acabam em “Ah, uma pena, era um homem novo…”.
Basicamente há uma fatalidade qualquer, não é morte natural… quer dizer, morrer é natural... mas é daquelas mortes mais chatas sem ser no sono e tal… bem, morrer é sempre chato… Oh, whatever! You know what I mean!
Seja como for, sabem que alguém que conheciam faleceu. Seguem-se as perguntas do costume de como é que foi e assim. E depois a “punch line” Era um homem novo…
Como, regra geral, não sei de quem estão a falar pergunto “Mas afinal que idade é que ele tinha?” A resposta, normalmente, também não é a que estaria à espera… 70, 70 e poucos…
Ora aqui está o truque! Lembro-me perfeitamente que há uns anos atrás (uns valentes anos atrás), pessoas com 70 anos para os meus pais já eram razoavelmente velhos… A diferença é que eles agora estão a caminhar para essa idade e à luz do passar dos anos a nossa perspectiva vai mudando…
E diga-se de passagem que, com o aumento da esperança de vida, até têm razão!
Sim, que os “jovens” de agora eram uma raridade há relativamente poucos anos.
Em 1920 a esperança média de vida em Portugal estava pelos 37 anos. Bem, por aí se calhar fazia bastante sentido começarem a procriar aos 14 anos… Não tinham assim tanto tempo para tomar conta deles… Ter filhos aos 30 como agora, podia não correr lá muito bem… (1)
Quando tinha 5 anos as pessoas nem sequer morriam, iam para o céu e tal. Não me parecia algo assim tão aterrador.
Claro que com o passar do tempo a morte em vez de ser ver a luz e ir ter com os anjinhos, ficou a parecer-se mais com a figura assustadora dos filmes com foice e tudo.
Aos 14 anos, pessoas com 30 anos para mim já eram velhos… Não a ponto de ser natural morrerem! Talvez em 1920…
Mas quem diria que agora a aproximar-me dos 30 ainda me sinta uma “chavala”.
Ainda não cheguei à fase das pessoas com 70 anos serem jovens. Suponho que se tiver a sorte de chegar à idade dos meus pais a sentir-me como eles venha a ter essa perspectiva. Pode ser que lá chegue, pode ser que não…
A conclusão a que chego é que a idade “ideal” para se morrer é sempre uma bem mais avançada que a nossa… Independentemente de ser ter 10, 20, 50 ou 100 anos!
Se no início da nossa vida nem pensamos que algum dia vamos morrer. Bem, sabemos que vamos morrer eventualmente mas é um eventualmente BEM longínquo.
Com o avançar da idade ficamos com cada vez mais medo da morte! Com 50 anos há a famosa crise masculina para recuperar a juventude… Vocês sabem… o desportivo descapotável, a tentativa de se enrolar com uma gaja com a idade da filha... o medo do fim ao seu máximo!
Mas pode-se tirar uma ideia positiva da crise dos 50 – quer dizer que até aos 50 anos não se tinham apercebido que a idade era assim tanta!
As mulheres parecem-me ter tendência para se aperceber disso logo… Começam com a paranóia das rugas e dos cabelos brancos aos 20!
Resumindo: É tudo jovem, desde que tenha a minha idade ou próxima… E são todos velhos! Sempre que sejam bem mais velhos que eu!
(1) http://www.ics.ul.pt/investiga/projectos/sitsoc/cap/0115.htm
Basicamente há uma fatalidade qualquer, não é morte natural… quer dizer, morrer é natural... mas é daquelas mortes mais chatas sem ser no sono e tal… bem, morrer é sempre chato… Oh, whatever! You know what I mean!
Seja como for, sabem que alguém que conheciam faleceu. Seguem-se as perguntas do costume de como é que foi e assim. E depois a “punch line” Era um homem novo…
Como, regra geral, não sei de quem estão a falar pergunto “Mas afinal que idade é que ele tinha?” A resposta, normalmente, também não é a que estaria à espera… 70, 70 e poucos…
Ora aqui está o truque! Lembro-me perfeitamente que há uns anos atrás (uns valentes anos atrás), pessoas com 70 anos para os meus pais já eram razoavelmente velhos… A diferença é que eles agora estão a caminhar para essa idade e à luz do passar dos anos a nossa perspectiva vai mudando…
E diga-se de passagem que, com o aumento da esperança de vida, até têm razão!
Sim, que os “jovens” de agora eram uma raridade há relativamente poucos anos.
Em 1920 a esperança média de vida em Portugal estava pelos 37 anos. Bem, por aí se calhar fazia bastante sentido começarem a procriar aos 14 anos… Não tinham assim tanto tempo para tomar conta deles… Ter filhos aos 30 como agora, podia não correr lá muito bem… (1)
Quando tinha 5 anos as pessoas nem sequer morriam, iam para o céu e tal. Não me parecia algo assim tão aterrador.
Claro que com o passar do tempo a morte em vez de ser ver a luz e ir ter com os anjinhos, ficou a parecer-se mais com a figura assustadora dos filmes com foice e tudo.
Aos 14 anos, pessoas com 30 anos para mim já eram velhos… Não a ponto de ser natural morrerem! Talvez em 1920…
Mas quem diria que agora a aproximar-me dos 30 ainda me sinta uma “chavala”.
Ainda não cheguei à fase das pessoas com 70 anos serem jovens. Suponho que se tiver a sorte de chegar à idade dos meus pais a sentir-me como eles venha a ter essa perspectiva. Pode ser que lá chegue, pode ser que não…
A conclusão a que chego é que a idade “ideal” para se morrer é sempre uma bem mais avançada que a nossa… Independentemente de ser ter 10, 20, 50 ou 100 anos!
Se no início da nossa vida nem pensamos que algum dia vamos morrer. Bem, sabemos que vamos morrer eventualmente mas é um eventualmente BEM longínquo.
Com o avançar da idade ficamos com cada vez mais medo da morte! Com 50 anos há a famosa crise masculina para recuperar a juventude… Vocês sabem… o desportivo descapotável, a tentativa de se enrolar com uma gaja com a idade da filha... o medo do fim ao seu máximo!
Mas pode-se tirar uma ideia positiva da crise dos 50 – quer dizer que até aos 50 anos não se tinham apercebido que a idade era assim tanta!
As mulheres parecem-me ter tendência para se aperceber disso logo… Começam com a paranóia das rugas e dos cabelos brancos aos 20!
Resumindo: É tudo jovem, desde que tenha a minha idade ou próxima… E são todos velhos! Sempre que sejam bem mais velhos que eu!
(1) http://www.ics.ul.pt/investiga/projectos/sitsoc/cap/0115.htm

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